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Mais precisamente, sobre um restaurante do qual dois amigos, que são franceses mas que moram aqui, me disseram coisas excelentes sobre. Eu realmente sinto falta da verdadeira culinária francesa. Decididamente, o Brasil não é um lugar bom para nossa culinária. O calor não permite que os alimentos fiquem frescos. Os animais criados aqui não são devidamente higienizados e têm um incômodo sabor de hormônios. Os sommeliers não sabem diferenciar um merlot de um chardonnay. A água utilizada tem o bouquet afetado pelo excesso de flúor e cloro, devido à poluição dos rios. Por isso, me interessei pela recomendação.</p>\n<p>O restaurante em questão é o La Cuisine Jaune (Av. Pompeu de Toledo, 542). O mais impressionante é que este logradouro não se localiza em São Paulo, mas sim em Araçatuba! Nunca ouviu falar? É uma cidade de 181 mil habitantes localizada a 513km de São Paulo. Um incômodo dos grandes para mim ter de me locomover em direção a uma cidade ainda mais quente e insuportável do que São Paulo. Porém, o dever me chama.</p>\n<p>Primeira observação: o nome. Me irrita profundamente a falta de criatividade dos nomes dos restaurantes franceses no Brasil. Em São Paulo, de cabeça, me lembro do La Paillote, do La Tambouille, do Eau, do La Cuisine du Soleil e do La Casserole. Nomes primários, que podem muito bem ter sido retirados de um dicionário e combinados com um artigo definido. Talvez o dono do \"A Cozinha Amarela\" nem saiba o que significa o nome, o que<br />\npode ser percebido pela coloração azul pastel das paredes da cozinha. Se depender do nome, já não teria gostado. Porém, não é apenas isso que deve ser percebido.</p>\n<p>O La Cuisine Jaune está localizado em um bonito casarão de três andares construído em 1939 por uma família tradicional da região. Depois de ter passado pela mão da Prefeitura, de um museu e de uma igreja evangélica, o ponto está nas mãos de Clemente Firombelli, o jovem chef de 28 anos com passagem pela conceituada École Le Cordon Bleu. Firombelli diz que \"pretende divulgar a culinária francesa na pujante região de Araçatuba a um<br />\npreço condizente com a realidade brasileira\". </p>\n<p>Ele consegue, em partes. Os preços não são exatamente condizentes com a realidade brasileira, visto que um mísero copo de 500ml de suco de laranja custa R$ 6,50. Porém, a culinária francesa é reproduzida com a maior boa vontade possível no Cuisine Jaune. Dispense o menu confiance, oferecido no almoço a um preço de R$ 49,90 por pessoa. A matéria-prima utilizada ao meio-dia é remanescente do que foi utilizado no jantar do dia anterior. Fuja. O forte do restaurante é oferecido à noite.</p>\n<p>Começo com os escargots (R$ 53,00 a dúzia) oferecidos como entrada. A textura dizia que os moluscos já estavam entrando na meia-idade. O molho de alho que acompanhava, porém, era ótimo. Eu realmente perdôo o fato do coq au vin (R$ 67,00) ser oferecido com galo e vinho do porto, porque o trabalho é bem-feito. A perna de carneiro com feijão branco (R$ 49,00) é feita com desenvoltura e a carne se dissolve na boca. O filet au poivre (R$ 55,00) gera uma dúvida a mim: será que é bonito usar pimenta jalapeño para um prato francês? O risoto de queijo taleggio, shiitake e palmito pupunha (R$ 82,00), apesar de ser um acinte globalizatório, é muito bom. </p>\n<p>As sobremesas eram bem melhores. Mas não eram francesas. Um bufê, a R$ 32,00 por pessoa, disponibilizava pé-de-moleque, doce de sidra e de abóbora, profiteroles de chocolate branco, pudim de maria-mole e sorvete artesanal à vontade. Me arrependi amargamente de não ter começado pelos doces. </p>\n<p>Por fim, os vinhos. Uma carta de 35 títulos, sendo que apenas quatro deles eram franceses, é algo deveras vergonhoso para um restaurante tão pretensioso. Porém, o tinto Baron d\'Agrouillet safra 2005 me surpreendeu. Por apenas R$ 29,00, uma ótima garrafa com encorpado líquido feito com uvas cabernet sauvignon com inconfundível aroma amadeirado e retrogosto de fruta-do-conde. Excepcional!</p>\n<p>O Cuisine Jaune não é barato nem genial, mas dá para o gasto para uma região ainda inóspita no quesito culinária. E está acima da média com relação aos restaurantes franceses da capital. Se você tem dinheiro mas não é lá a pessoa mais exigente abaixo dos trópicos, é um bom lugar para comer algo que remeta à culinária mediterrânea de baixa classe. Nota 6.</p>\n', created = 1283868367, expire = 1283954767, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:325ffb8664e1ed6fd5f59f4c8df3d81b' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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Quem matou Marcus Cubitus?

por Eliezer Guerra
em:

Continuamos a série de resenhas sobre as obras de Patrus Ananneus, que estão sendo lançadas em uma coleção pela Edusp, com traduções de mestres como Marília Matheus, Sócrates Barreto e Ian Watergate. Vale muito a pena.

A peça De morte Cubiti, escrita, provalvelmente, no ano 22, é uma das primeiras histórias policiais da história. Um texto muito bom, até engraçado. Para os estudantes de Latim, é uma boa leitura, por trazer uma linguagem fácil sem termos obscuros.

O intelectual grego Ancratos chega em Roma, a convite do seu amigo, o senador Marcus Tulius Cubitus. (eu gostaria de poder dizer que Ancratos é um homem baixo, gordo, com um farto bigode e uma cabeça em formato de ovo, mas infelizmente não é o caso) Indo de encontro ao amigo no Senado, dá-se com a Guarda Pretoriana em volta de um corpo. Cubitus tinha sido assassinado. Ancratos, indignado, decide investigar os fatos e pegar o criminoso.

Quatro suspeitos aparecem. Dois senadores, inimigos amargos de Cubitus: Gaius Porcellus Nociuus e Lucius Paulus Mentior. A esposa de Cubitus, Marcillia, que estava aparentemente tendo um caso com um edil. Ou o escravo Acmeus, que queria vingança por algum motivo antigo.

No decorrer das investigações, uma interessante discussão filosófica entre Ancratos e um outro grego morando em Roma, Dimithrion, sobre métodos de investigação e dedução lógica.

Ao final da peça, Ancratos, Dimithrion e o jurista Quintus Tulius Cubitus (irmão de Marcus), partem para processar o assassino. Os preparos do processo são todos feitos em segredo, para no clímax do final da peça Ancratos revelar o nome do culpado e como aconteceu o crime.

Mas, infelizmente, o final do livro se perdeu. Diz-se que o Abade Garrascon de Turim, desagradado com o final da peça, arrancou as páginas finais da cópia guardada naquela abadia. Certamente, deve ser apenas uma lenda.

Um dia talvez encontrem mais fragmentos e reconstituam o resto da peça. Então, os filólogos possam nos dizer finalmente quem matou Marcus Cubitus: foi a Leila.

Quarterão em Tirana

por Carolina Souza Andrada
em:

Gente, deixo bem claro: como vegetariana crudívora, odeio todo e qualquer restaurante fast-food. Não digo isso apenas pelos males político-sociais, nutricionais e ambientais gerados por um Big Mac. É uma questão de gosto mesmo. Detesto pedir algo que venha a mim cinco minutos depois. Detesto comer rápido. Detesto aqueles brindes chineses. Detesto catchup em sachê. Enfim, detesto tudo relacionado a McDonald's. Isso porque nasci em um país completamente integrado ao sistema. Imagine o que pensa, então, alguém que tenha nascido na Albânia após o fim do comunismo.

McDonald's

É exatamente isso que o novo livro do escritor inglês Herbert Warwick, Quarterão em Tirana (247 páginas, Editora Alabastro), tenta conjecturar. A obra conta a história de uma hipotética filial da mais famosa cadeia de fast-food do mundo que é aberta na capital albanesa, Tirana, poucos meses depois do comunismo ter sido destruído no país, mostrando todo o impacto gerado em uma população acostumada, até então, às rações distribuidas diariamente em órgãos estatais.

A Albânia é um país localizado na península balcânica que poucos conhecem. Considerado um dos países mais pobres da Europa, ela viu de tudo, de guerras civis a uma ditadura interminável liderada pelo caudilho Enver Hoxha (pronuncia-se Enver Hodja). Isolada pelo comunismo até o começo dos anos 90, só recentemente o país começou a entrar em fase de modernização. Porém, é um dos poucos países europeus que não possuem sequer uma filial do McDonald's. Herbert Warwick, antes de escrever o livro, viveu em Tirana por quase 15 anos. Sua mulher e seus três filhos são de lá. Portanto, ninguém melhor do que ele para pensar sobre o que aconteceria se tivesse um McDonald's lá.

Em Quarterão em Tirana (o nome advém de um dos lanches de maior sucesso da rede), a história gira em torno das pessoas envolvidas com a filial. Cada capítulo do livro representa os pensamentos de uma determinada pessoa que tenha alguma relação com o McDonald's, seja como cliente, funcionário, gerente ou um simples transeunte maravilhado com a novidade. Algumas das passagens são impagáveis. Em um dos capítulos, uma simpática gordinha de 23 anos oriunda do campo se mostra perdida com a velocidade com a qual ela deve preparar os hambúrgueres e as batatas fritas. Em outro, um velho, aborrecido com o fim do "saudoso sistema planificado", arremessa batatas na fachada do MdDonald's, quebrando uma vidraça.

A leitura de Quarterão em Tirana realmente não é a mais leve, já que Warwick adora frases longas à la Saramago, metáforas de difícil compreensão e referências. Porém, é bastante compensatória. Não é mais uma crítica inócua a respeito do fast-food nem um ataque grosseiro à globalização. É única e exclusivamente um registro de alteridade antropológica. O choque entre o arcaico e o moderno, o colorido e o cinzento, os carboidratos da batata e a gordura trans do hambúrguer de vaca.

La Cuisine Jaune

por Philippe Santinoras
em:

Primeiramente: peço desculpas aos meus nobilíssimos colegas do Literary Preview por não compreender com fluência a "última flor do Lácio, inculta e bela", como costuma dizer Carolina, e por não conseguir exprimir o que realmente quero. Só escrevo em francês e graças aos esforços de Carolina e Eliezer, meus textos estão aqui.

Escrevo sobre cultura francesa. E só. Perdoem-me os globalizados, mas devo proteger e divulgar nossa secular história e imaculada cultura. Perdoem-me, également, os antifranceses, mas devo me orgulhar muito de meu país. Sou compatriota de Voltaire, Flaubert, Mondrian, Monet, Manet, Lévi-Strauss, Robespierre, Napoleão... A melhor culinária do mundo é nossa. O melhor vinho do mundo é o nosso. Perdoem-me todos, mas vive la France!

Meu primeiro artigo fala sobre culinária. Mais precisamente, sobre um restaurante do qual dois amigos, que são franceses mas que moram aqui, me disseram coisas excelentes sobre. Eu realmente sinto falta da verdadeira culinária francesa. Decididamente, o Brasil não é um lugar bom para nossa culinária. O calor não permite que os alimentos fiquem frescos. Os animais criados aqui não são devidamente higienizados e têm um incômodo sabor de hormônios. Os sommeliers não sabem diferenciar um merlot de um chardonnay. A água utilizada tem o bouquet afetado pelo excesso de flúor e cloro, devido à poluição dos rios. Por isso, me interessei pela recomendação.

O restaurante em questão é o La Cuisine Jaune (Av. Pompeu de Toledo, 542). O mais impressionante é que este logradouro não se localiza em São Paulo, mas sim em Araçatuba! Nunca ouviu falar? É uma cidade de 181 mil habitantes localizada a 513km de São Paulo. Um incômodo dos grandes para mim ter de me locomover em direção a uma cidade ainda mais quente e insuportável do que São Paulo. Porém, o dever me chama.

Primeira observação: o nome. Me irrita profundamente a falta de criatividade dos nomes dos restaurantes franceses no Brasil. Em São Paulo, de cabeça, me lembro do La Paillote, do La Tambouille, do Eau, do La Cuisine du Soleil e do La Casserole. Nomes primários, que podem muito bem ter sido retirados de um dicionário e combinados com um artigo definido. Talvez o dono do "A Cozinha Amarela" nem saiba o que significa o nome, o que
pode ser percebido pela coloração azul pastel das paredes da cozinha. Se depender do nome, já não teria gostado. Porém, não é apenas isso que deve ser percebido.

O La Cuisine Jaune está localizado em um bonito casarão de três andares construído em 1939 por uma família tradicional da região. Depois de ter passado pela mão da Prefeitura, de um museu e de uma igreja evangélica, o ponto está nas mãos de Clemente Firombelli, o jovem chef de 28 anos com passagem pela conceituada École Le Cordon Bleu. Firombelli diz que "pretende divulgar a culinária francesa na pujante região de Araçatuba a um
preço condizente com a realidade brasileira".

Ele consegue, em partes. Os preços não são exatamente condizentes com a realidade brasileira, visto que um mísero copo de 500ml de suco de laranja custa R$ 6,50. Porém, a culinária francesa é reproduzida com a maior boa vontade possível no Cuisine Jaune. Dispense o menu confiance, oferecido no almoço a um preço de R$ 49,90 por pessoa. A matéria-prima utilizada ao meio-dia é remanescente do que foi utilizado no jantar do dia anterior. Fuja. O forte do restaurante é oferecido à noite.

Começo com os escargots (R$ 53,00 a dúzia) oferecidos como entrada. A textura dizia que os moluscos já estavam entrando na meia-idade. O molho de alho que acompanhava, porém, era ótimo. Eu realmente perdôo o fato do coq au vin (R$ 67,00) ser oferecido com galo e vinho do porto, porque o trabalho é bem-feito. A perna de carneiro com feijão branco (R$ 49,00) é feita com desenvoltura e a carne se dissolve na boca. O filet au poivre (R$ 55,00) gera uma dúvida a mim: será que é bonito usar pimenta jalapeño para um prato francês? O risoto de queijo taleggio, shiitake e palmito pupunha (R$ 82,00), apesar de ser um acinte globalizatório, é muito bom.

As sobremesas eram bem melhores. Mas não eram francesas. Um bufê, a R$ 32,00 por pessoa, disponibilizava pé-de-moleque, doce de sidra e de abóbora, profiteroles de chocolate branco, pudim de maria-mole e sorvete artesanal à vontade. Me arrependi amargamente de não ter começado pelos doces.

Por fim, os vinhos. Uma carta de 35 títulos, sendo que apenas quatro deles eram franceses, é algo deveras vergonhoso para um restaurante tão pretensioso. Porém, o tinto Baron d'Agrouillet safra 2005 me surpreendeu. Por apenas R$ 29,00, uma ótima garrafa com encorpado líquido feito com uvas cabernet sauvignon com inconfundível aroma amadeirado e retrogosto de fruta-do-conde. Excepcional!

O Cuisine Jaune não é barato nem genial, mas dá para o gasto para uma região ainda inóspita no quesito culinária. E está acima da média com relação aos restaurantes franceses da capital. Se você tem dinheiro mas não é lá a pessoa mais exigente abaixo dos trópicos, é um bom lugar para comer algo que remeta à culinária mediterrânea de baixa classe. Nota 6.

Ridemus

por Eliezer Guerra
em:

Dentre as obras que nos legaram do período romano, temos as incríveis peças de Patrus Ananneus, um comediante do século de Augusto, autor de mais de trinta peças, vinte e duas das quais chegaram a nossos dias.

Patrus Ananneus

Num alio genere Furiarum declamatores inquietantur, qui clamant: 'Haec vulnera pro libertate publica excepi; hunc oculum pro vobis impendi: date mihi ducem, qui me ducat ad liberos meos, nam succisi poplites membra non sustinent'? Haec ipsa tolerabilia essent, si ad eloquentiam ituris viam facerent.
-- Patrus Annaneus: Familiae crumens

Uma de suas melhores comédias, Confusio de nullo, é uma clássica comédia romântica, sobre casamento, cujo argumento foi reproveitado várias vezes por toda história. O questor Petrus Norbanus chega da Hispania, em companhia do irmão Gnaeus Norbanus e dos amigos Publius Claudius e Gaius Bracchius. É recebido em Pisa por Lucius Antius, pai da jovem Antia e tio de Betiliena.

Claudius apaixona-se e pede Antia em casamento, o que é logo concedido por Lucius. Bracchius jocosamente diz que nunca se casará e faz um discurso tipicamente romano contra o casamento, reminiscente das peças de Plauto. Ao mesmo tempo Belitiena faz um discurso igualmente desdenhoso do amor. Logo, Petrus, Claudius e Antia passam a tramar um plano para juntar Bracchius e Belitiena.

Infelizmente, o insidioso Gnaeus Norbanus, irmão de Petrus, passa a tramar contra o casamento de Claudius e Antia. Pede a seu escravo, Borachius, que seduza a escrava de Antia, Bellis. Gnaeus mostra a cena a Claudius, que horrorizado, acredita estar vendo Antia traindo-o. Em seguida, Claudius humilha Antia em plena cerimônia, recusando-se a casar-se com ela. Antia desmaia. Lucius Antius decide então fingir a morte da filha para causar remorso em Claudius e forçar a verdade aparecer.

Felizmente, tudo acaba bem. Descobre-se que Gnaeus é o culpado de tudo e Claudius decide casar-se finalmente com Antia. O plano de Petrus e Antia também funciona, e Bracchius e Belitiena finalmente deixam o desdém de lado e casam-se.

Uma história engraçada, e um ótimo insight na cultura romana antiga.

Recomendo a tradução de Marília Matheus, da Edusp. 237 páginas.

Em breve, comentarei sobre outras obras de Patrus Annaneus. Aguardem.

Capas de disco

por Carolina Souza Andrada
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Katarzyniec
O site de notícias Guardian publicou uma ótima lista de ótimos discos: http://www.guardian.co.uk/music/gallery/2009/mar/04/random-album-artwork...

Agora que já consegui baixar toda a discografia de Anne Pitchford (o demo Birds of a Lonely Tree in the Hill That is Going to Give Place to a New Suburbanite Real Estate Development é simplesmente LINDO), vou começar a procurar esses discos, em especial o Archived without significant intelligence, do grupo tcheco-inglês Katarzyniec, cuja capa ilustra este post.

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