comédia antiga

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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p><em>Alfinete na Lapela</em> é uma comédia romântica francesa, de 2003, bastante perturbada. E quando eu digo perturbada, eu quero dizer realmente perturbada.</p>\n<p>Marie Dubois é uma moça simples, nascida no interior, que tem a honra de ser a primeira mulher coveira no cemitério de Paris. François Petit é um meticuloso agente funerário, viúvo, cuja maior decepção na vida foi não poder ter arranjado o funeral de sua falecida esposa.</p>\n<p>Nos anos de François Mitterand, Dubois e Petit se encontram regularmente, a trabalho, no cemitério de Paris, conversando sobre os prazeres e desprazeres de suas profissões. Assim passam-se anos, até que a morte do irmão de Marie a leva de volta para sua cidade natal. Quando Petit se dá conta que nada mais no mundo lhe anima na ausência da coveira, ele deixa a sua agência com seu funcionário e sai correndo pelo interior em busca dela. Sonha com o dia em que juntos vão gerir um cemitério numa pequena cidade provinciana, ao lado de um campo de parreiras...</p>\n<p>É o suficiente? Não, não para por aí. O irmão de Marie era professor da escola local e fascinado por Sartre. Ela herda os livros dele, e passa a estudar a obra, enquanto Petit não chega. Petit, aliás, terá claudicante viagem, que será tornada mais claudicante ainda pela companhia de Lucius Ragnagnon (diz-se ranhanhom), um jovem deputado provinciano cujo sonho é conhecer Mitterand. </p>\n<p>No meio de cemitérios, amor, cadáveres, Mitterand e discussões da obra sartreana, fica um filme com pouco espaço para comédia, e ainda assim engraçado. O resultado do diretor Lionel Jospin é bom, valendo a pena também assitir o filme pela bela fotografia de Jean-Marie Le Pen.</p>\n<p>Não estará numa locadora próxima de você, porque afinal não é filme americano, certo?</p>\n', created = 1283868902, expire = 1283955302, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:4639cc716d4ef5e558d2b104d5700439' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p>Para nossa sorte, a Editora da UFRJ está lançando uma coleção as obras do filósofo ateniense Panchreas, traduzidas por vários helenistas de prestígio como Petrônio Lucenti e Marco Aurélio Longobardi.</p>\n<p>Segundo Nils Groundensmau, tudo que pode ser pensado já foi antevisto pelos Gregos. Na obra de Panchreas, podemos achar noções esparsas sobre a teoria da evolução, neuropsicologia e os óculos bifocais.</p>\n<p>Imiscuido no âmbito sociofilosófico da Atenas da escola socrática, Panchreas foi um pensador menor comparado aos grandes, mas ainda assim grande comparado aos menores ainda. Também foi conhecido como um dos mais prolixos dentre os atenienses. Profundamente propenso à digressão e a complicabilidade, o inescrutinável pensamento panchreático foi cuidadosamente analisado por séculos a fio, sem que se soubesse afinal do que estava falando.</p>\n<p>Entre os meios pseudo-neo-nihilista, é reconhecido como o pai do pseudo-nihilismo original, embora tal coisa seja considerado um absurdo anacronista por muitos outros filósofos um pouco menos pseudo.</p>\n<p>Essa grande obra traduzida traz agora mais um insight sobre a filosofia grega, uma grande oportunidade para o Brasil conhecer a inesgotável fonte desse pensador, além de um apêndice de 200 páginas discorrendo sobre a escolha de termos durante a tradução para o português.</p>\n<p>Reservem.</p>\n', created = 1283868902, expire = 1283955302, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:6fce00a53465b3f487bd8ad7a6437307' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p><em>A Herança de Maurice Rognon</em>, 1994, é um livro do autor francês Martin Martinet, sobre o panorama de Caiena do final do século 19. Em 1897, aporta em Caiena um certo Philipe Verre, um rapaz de boa aparência, anunciando-se como sobrinho do recém-falecido governador Maurice Rognon, sem mulher nem filhos. Philipe Verre teria vindo para reclamar a herança do tio.</p>\n<p>Claramente um estelionatário, é recebido friamente por um amigo próximo de Rognon, o inspetor de polícia Herbert Lesvant. Ainda assim, Philipe consegue conquistar o apoio de Mme. Lesvant e de um outro senhor amigo de Maurice, um ingênuo naturalista inglês chamado Paul Christie. Aos poucos, Verre ganha até a confiança de Lesvant, e consegue forjar um telegrama da polícia de Paris que certificaria sua autenticidade.</p>\n<p>Afora a pequena trama de picaretagem, o livro é um divertido retrato, e bastante fiel, da Guiana Francesa no final do século. Martinet traz descrições cuidadosas da vida colonial, da relação com as colonias penais (trazendo inclusive um capítulo sobre a soltura de Alfred Dreyfus), ou da exploração extrativista na floresta, ou sobre as relações com Brasil e Guiana Holandesa.</p>\n<p>É um romance histórico agradável de ler. Algo na linha de um Márcio Souza ou um Camilleri. 300 páginas, publicado pela editora Garamond e traduzido por Luciana Mirelli.</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:151c2f26614925bb82201a948a5e0fa3' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p>Continuamos a série de resenhas sobre as obras de Patrus Ananneus, que estão sendo lançadas em uma coleção pela Edusp, com traduções de mestres como Marília Matheus, Sócrates Barreto e Ian Watergate. Vale muito a pena.</p>\n<p>A peça <em>De morte Cubiti</em>, escrita, provalvelmente, no ano 22, é uma das primeiras histórias policiais da história. Um texto muito bom, até engraçado. Para os estudantes de Latim, é uma boa leitura, por trazer uma linguagem fácil sem termos obscuros. </p>\n<p>O intelectual grego Ancratos chega em Roma, a convite do seu amigo, o senador Marcus Tulius Cubitus. (eu gostaria de poder dizer que Ancratos é um homem baixo, gordo, com um farto bigode e uma cabeça em formato de ovo, mas infelizmente não é o caso) Indo de encontro ao amigo no Senado, dá-se com a Guarda Pretoriana em volta de um corpo. Cubitus tinha sido assassinado. Ancratos, indignado, decide investigar os fatos e pegar o criminoso. </p>\n<p>Quatro suspeitos aparecem. Dois senadores, inimigos amargos de Cubitus: Gaius Porcellus Nociuus e Lucius Paulus Mentior. A esposa de Cubitus, Marcillia, que estava aparentemente tendo um caso com um edil. Ou o escravo Acmeus, que queria vingança por algum motivo antigo.</p>\n<p>No decorrer das investigações, uma interessante discussão filosófica entre Ancratos e um outro grego morando em Roma, Dimithrion, sobre métodos de investigação e dedução lógica.</p>\n<p>Ao final da peça, Ancratos, Dimithrion e o jurista Quintus Tulius Cubitus (irmão de Marcus), partem para processar o assassino. Os preparos do processo são todos feitos em segredo, para no clímax do final da peça Ancratos revelar o nome do culpado e como aconteceu o crime.</p>\n<p>Mas, infelizmente, o final do livro se perdeu. Diz-se que o Abade Garrascon de Turim, desagradado com o final da peça, arrancou as páginas finais da cópia guardada naquela abadia. Certamente, deve ser apenas uma lenda.</p>\n<p>Um dia talvez encontrem mais fragmentos e reconstituam o resto da peça. Então, os filólogos possam nos dizer finalmente quem matou Marcus Cubitus: foi a <a href=\"http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_Tudo_(telenovela)\">Leila</a>.</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:bc43c02ce0839b3b9d2c7db8dcf5249a' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p>Gente, deixo bem claro: como vegetariana crudívora, odeio todo e qualquer restaurante fast-food. Não digo isso apenas pelos males político-sociais, nutricionais e ambientais gerados por um Big Mac. É uma questão de gosto mesmo. Detesto pedir algo que venha a mim cinco minutos depois. Detesto comer rápido. Detesto aqueles brindes chineses. Detesto catchup em sachê. Enfim, detesto tudo relacionado a McDonald\'s. Isso porque nasci em um país completamente integrado ao sistema. Imagine o que pensa, então, alguém que tenha nascido na Albânia após o fim do comunismo.</p>\n<p><img src=\"/sites/literarypreview.com/files/mcdonalds.jpg\" alt=\"McDonald&#039;s\" title=\"McDonald&#039;s\" align=\"left\" /></p>\n<p>É exatamente isso que o novo livro do escritor inglês Herbert Warwick, Quarterão em Tirana (247 páginas, Editora Alabastro), tenta conjecturar. A obra conta a história de uma hipotética filial da mais famosa cadeia de fast-food do mundo que é aberta na capital albanesa, Tirana, poucos meses depois do comunismo ter sido destruído no país, mostrando todo o impacto gerado em uma população acostumada, até então, às rações distribuidas diariamente em órgãos estatais.</p>\n<p>A Albânia é um país localizado na península balcânica que poucos conhecem. Considerado um dos países mais pobres da Europa, ela viu de tudo, de guerras civis a uma ditadura interminável liderada pelo caudilho Enver Hoxha (pronuncia-se Enver Hodja). Isolada pelo comunismo até o começo dos anos 90, só recentemente o país começou a entrar em fase de modernização. Porém, é um dos poucos países europeus que não possuem sequer uma filial do McDonald\'s. Herbert Warwick, antes de escrever o livro, viveu em Tirana por quase 15 anos. Sua mulher e seus três filhos são de lá. Portanto, ninguém melhor do que ele para pensar sobre o que aconteceria se tivesse um McDonald\'s lá.</p>\n<p>Em Quarterão em Tirana (o nome advém de um dos lanches de maior sucesso da rede), a história gira em torno das pessoas envolvidas com a filial. Cada capítulo do livro representa os pensamentos de uma determinada pessoa que tenha alguma relação com o McDonald\'s, seja como cliente, funcionário, gerente ou um simples transeunte maravilhado com a novidade. Algumas das passagens são impagáveis. Em um dos capítulos, uma simpática gordinha de 23 anos oriunda do campo se mostra perdida com a velocidade com a qual ela deve preparar os hambúrgueres e as batatas fritas. Em outro, um velho, aborrecido com o fim do \"saudoso sistema planificado\", arremessa batatas na fachada do MdDonald\'s, quebrando uma vidraça. </p>\n<p>A leitura de Quarterão em Tirana realmente não é a mais leve, já que Warwick adora frases longas à la Saramago, metáforas de difícil compreensão e referências. Porém, é bastante compensatória. Não é mais uma crítica inócua a respeito do fast-food nem um ataque grosseiro à globalização. É única e exclusivamente um registro de alteridade antropológica. O choque entre o arcaico e o moderno, o colorido e o cinzento, os carboidratos da batata e a gordura trans do hambúrguer de vaca.</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:7543a0fa9273e9dac6774e2f9c4e5e55' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p>Dentre as obras que nos legaram do período romano, temos as incríveis peças de Patrus Ananneus, um comediante do século de Augusto, autor de mais de trinta peças, vinte e duas das quais chegaram a nossos dias.</p>\n<p><img src=\"/sites/literarypreview.com/files/Plautus.gif\" alt=\"Patrus Ananneus\" /></p>\n<blockquote><p>Num alio genere Furiarum declamatores inquietantur, qui clamant: \'Haec vulnera pro libertate publica excepi; hunc oculum pro vobis impendi: date mihi ducem, qui me ducat ad liberos meos, nam succisi poplites membra non sustinent\'? Haec ipsa tolerabilia essent, si ad eloquentiam ituris viam facerent.<br />\n-- Patrus Annaneus: Familiae crumens\n</p></blockquote>\n<p>&lt;!--break--><br />\nUma de suas melhores comédias, <em>Confusio de nullo</em>, é uma clássica comédia romântica, sobre casamento, cujo argumento foi reproveitado várias vezes por toda história. O questor Petrus Norbanus chega da Hispania, em companhia do irmão Gnaeus Norbanus e dos amigos Publius Claudius e Gaius Bracchius. É recebido em Pisa por Lucius Antius, pai da jovem Antia e tio de Betiliena.</p>\n<p>Claudius apaixona-se e pede Antia em casamento, o que é logo concedido por Lucius. Bracchius jocosamente diz que nunca se casará e faz um discurso tipicamente romano contra o casamento, reminiscente das peças de Plauto. Ao mesmo tempo Belitiena faz um discurso igualmente desdenhoso do amor. Logo, Petrus, Claudius e Antia passam a tramar um plano para juntar Bracchius e Belitiena.</p>\n<p>Infelizmente, o insidioso Gnaeus Norbanus, irmão de Petrus, passa a tramar contra o casamento de Claudius e Antia. Pede a seu escravo, Borachius, que seduza a escrava de Antia, Bellis. Gnaeus mostra a cena a Claudius, que horrorizado, acredita estar vendo Antia traindo-o. Em seguida, Claudius humilha Antia em plena cerimônia, recusando-se a casar-se com ela. Antia desmaia. Lucius Antius decide então fingir a morte da filha para causar remorso em Claudius e forçar a verdade aparecer.</p>\n<p>Felizmente, tudo acaba bem. Descobre-se que Gnaeus é o culpado de tudo e Claudius decide casar-se finalmente com Antia. O plano de Petrus e Antia também funciona, e Bracchius e Belitiena finalmente deixam o desdém de lado e casam-se.</p>\n<p>Uma história engraçada, e um ótimo insight na cultura romana antiga.</p>\n<p>Recomendo a tradução de Marília Matheus, da Edusp. 237 páginas.</p>\n<p>Em breve, comentarei sobre outras obras de Patrus Annaneus. Aguardem.</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '2:79babb2b5cf8d9fdc971dfe20dd4405c' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<blockquote><p>\"Ouvi, a cada manhã daquele malfadado ano, meu pai maldizer Hitler e todos os alemães. O que havia com eles? Nossos vizinhos eram alemães, mas pelo que eu me lembre não eram membros do partido. Acho que deviam ser comunistas ou algo assim, porque detestavam a idéia de fazer parte do Reich. Já uma outra família na rua de baixo, donos de um armazém, já eram simpáticos ao partido e queriam fazer parte da Alemanha.</p>\n<p>Sentado na varanda dos fundos da sua casa, o filho mais velho meu vizinho era a única pessoa que conversava comigo a respeito de política. Segundo ele, os alemães do partido queriam ser donos da terra e nos expulsar. \'Mas eu nasci aqui\', eu respondi uma vez. \'Eu também\', ele respondeu.\"</p></blockquote>\n<p><img src=\"/sites/literarypreview.com/files/300px-Anschlusstears.jpg\" alt=\"Anschluss\" align=\"right\" /></p>\n<p>O livro \"<em>Varandas</em>\", de Zyklon Brolánek, conta as memórias da ocupação alemã ao sudetos tchecos durante o período de 1938-9, do ponto de vista da varanda da casa da família Brolánek, na vila de Kübeckhaus, nos Sudetos. Um menino tcheco assistindo e tentando entender, na companhia de um jovem alemão também nascido nos sudetos.</p>\n<p>Esse livro traz os momentos antes do conflito, o clima de suspensão no ar. Não é uma história sobre a Segunda Guerra, como tantas outras que já foram escritas, mas um livro sobre um evento anterior, comumente esquecido. Uma guerra sem tiros, sem combates. Uma história de fatos consumados e tragédias inevitáveis. Uma guerra em que franceses e ingleses não eram os heróis libertadores, eram apenas diplomatas assustados aceitando qualquer exigência feita pelos nazistas.</p>\n<p>O menino Brolánek viu o seu país ser gradualmente desmontado ante a um império ávido em expansão. Da perspectiva de um garoto, de uma perspectiva menos política e mais provinciana: é um livro sobre como aquela quase-guerra afetou a vida de alguém morando numa, digamos, quase-cidade no meio do caminho do Reich.</p>\n<p>Zyklon Brolánek<br />\n<img src=\"/sites/literarypreview.com/files/Jozef_Lenart.jpg\" alt=\"Zyklon Brolánek\" title=\"Zyklon Brolánek\" align=\"left\" /></p>\n<p>O interessante do livro é que não há qualquer menção à Segunda Guerra. É o oposto do anacronismo, é fixado num determinado período, simplesmente e nada mais. A história termina em 2 de outubro de 1938, quando pela manhã os moradores de Kübeckhaus recebem a notícia que os sudetos tinham sido definitivamente anexados.</p>\n<p>200 páginas, editado pela Editora Garamond, a competente tradução do tcheco para português é de Weng Xin Hua (não pergunte).</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '2:7563ede3721c6a48d9d1e4c7f2203056' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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  • user warning: Table './literarypreview/cache_filter' is marked as crashed and should be repaired query: UPDATE cache_filter SET data = '<p><img src=\"/sites/literarypreview.com/files/juan_girardia_0.jpg\" alt=\"Juan Girardía\" title=\"Juan Girardía\" align=\"right\" /></p>\n<p>O livro <em>Jantar francês</em>, do mexicano Juan Girardía, marcou uma inovação estética radical em 1911, abrindo espaço para a escola modernista do México anos mais tarde.</p>\n<p>O livro -- genial, diga-se, de passagem -- foi controverso nem tanto pelo conteúdo, mas principalmente pela sua forma. O conteúdo é uma sátira ácida sobre o romantismo e as altas classes mexicanas, algo que já havia se tornado bastando corriqueiro naquela época.</p>\n<p>A forma é que incomodou. Juan Girardía já era um autor famoso quando lançou o Jantar, de forma que sua obra teve bastante repercussão. Alternando trechos de linguagem vulgar e linguajar pedante, o livro de menos de 200 páginas chocou o público. Uma sucessão interminável de personagens, apresentação absurdista de situação corriqueiras e referências obscuras a autores antigos gregos e folclore mexicano deixou a crítica completamente atônita.</p>\n<p>A primeira edição foi escrito em 137 capítulos curto e disconexos. (cinco desses capítulos pertenciam na verdade a dois outros livros do autor publicados anteriormente). Logo após o lançamento, incompreendido pela crítica, pelo público e por si mesmo, Girardía acusou o revisor de ter destruído sua obra. Lançou do próprio bolso, seis meses depois, uma segunda edição corrigida e revisada pelo autor. Praticamente idêntica e não menos incompreensível que a edição anterior, trazia quatro capítulos novos.</p>\n<p>Conseguiu ao menos fazer um sucesso pela controvérsia. Esquecido depois de alguns meses foi reabilitado pelo movimento modernista no Festival de Guadalajara, em 1925. Hoje, ainda que pouco conhecido no resto do mundo, faz parte do cânone mexicano de livros obscuros que devem ser lidos.</p>\n<p>A história no fundo é simples. Na primeira parte, uma moça romântica de uma família de classe alta na Cidade do México resolve oferecer um jantar no estilo francês para seu noivo. Seus pais entusiasticamente à apoiam nessa empreitada e comprometem-se a providenciar o necessário. Toda essa primeira parte é narrada num tom absurdista, sem usar nenhuma expressão clara para indicar o que está acontecendo. O resultado é cômico.</p>\n<p>Subitamente, o livro muda de rumo e parece tornar-se uma saga, durante as preparações do jantar. No que parece ser uma alucinação da moça, a segunda parte que se segue descreve mil maneiras de como o jantar pode dar errado, incluindo o lustre despencando em cima da sobremesa, ou o noivo sendo atropelado por uma manada de zebras durante o prato principal.</p>\n<p>A terceira parte começa com a chegada do noivo à casa, tomando um caminho quase lisérgico a partir daí. Aí se misturam dezenas de personagens, inclusive de outros livros, até chegarmos aos dois capítulos finais, onde a moça sonha em estar casada e preparar um jantar francês a sua filha.</p>\n<p>Curiosamente, nenhum capítulo do livro trata do jantar em si.</p>\n<p>A tradução brasileira é de 1971, assinada por Juan Villa Costa e editada pela Edusp. Uma edição comentada comemorativa de cem anos da obra está sendo preparada em espanhol por Juan Carlos Gonzalez, um estudioso da obra de Girardía, e deverá ser lançada daqui dois anos (naturalmente!) pela editora da Universidade do México.</p>\n', created = 1283868966, expire = 1283955366, headers = '', serialized = 0 WHERE cid = '1:2e8e5fd4aa3fff438895625124142564' in /srv/resources/drupal-6.9/includes/cache.inc on line 109.
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Ridemus

por Eliezer Guerra
em:

Dentre as obras que nos legaram do período romano, temos as incríveis peças de Patrus Ananneus, um comediante do século de Augusto, autor de mais de trinta peças, vinte e duas das quais chegaram a nossos dias.

Patrus Ananneus

Num alio genere Furiarum declamatores inquietantur, qui clamant: 'Haec vulnera pro libertate publica excepi; hunc oculum pro vobis impendi: date mihi ducem, qui me ducat ad liberos meos, nam succisi poplites membra non sustinent'? Haec ipsa tolerabilia essent, si ad eloquentiam ituris viam facerent.
-- Patrus Annaneus: Familiae crumens

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