Literatura

Todos os golpes de estado do mundo

por Eliezer Guerra
em:

Dentre a nova moda de livros baseados em listagens inúteis (Dez mil cento e quatro coisas para se fazer antes de morrer, As trinta e oito piores guerrar por motivos fúteis da humanidade e Os quarenta e dois melhores lugares do mundo para naufragar), o mais divertido e de certa forma útil é o do historiador argentino Lucas Golí Cento e dezessete golpes de estado, ou: como passar uma tarde agradável derrubando o presidente de seu país.

Como roubar uma herança em Caiena

por Eliezer Guerra
em:

A Herança de Maurice Rognon, 1994, é um livro do autor francês Martin Martinet, sobre o panorama de Caiena do final do século 19. Em 1897, aporta em Caiena um certo Philipe Verre, um rapaz de boa aparência, anunciando-se como sobrinho do recém-falecido governador Maurice Rognon, sem mulher nem filhos. Philipe Verre teria vindo para reclamar a herança do tio.

Quem matou Marcus Cubitus?

por Eliezer Guerra
em:

Continuamos a série de resenhas sobre as obras de Patrus Ananneus, que estão sendo lançadas em uma coleção pela Edusp, com traduções de mestres como Marília Matheus, Sócrates Barreto e Ian Watergate. Vale muito a pena.

A peça De morte Cubiti, escrita, provalvelmente, no ano 22, é uma das primeiras histórias policiais da história. Um texto muito bom, até engraçado. Para os estudantes de Latim, é uma boa leitura, por trazer uma linguagem fácil sem termos obscuros.

Quarterão em Tirana

por Carolina Souza Andrada
em:

Gente, deixo bem claro: como vegetariana crudívora, odeio todo e qualquer restaurante fast-food. Não digo isso apenas pelos males político-sociais, nutricionais e ambientais gerados por um Big Mac. É uma questão de gosto mesmo. Detesto pedir algo que venha a mim cinco minutos depois. Detesto comer rápido. Detesto aqueles brindes chineses. Detesto catchup em sachê. Enfim, detesto tudo relacionado a McDonald's. Isso porque nasci em um país completamente integrado ao sistema. Imagine o que pensa, então, alguém que tenha nascido na Albânia após o fim do comunismo.

Ridemus

por Eliezer Guerra
em:

Dentre as obras que nos legaram do período romano, temos as incríveis peças de Patrus Ananneus, um comediante do século de Augusto, autor de mais de trinta peças, vinte e duas das quais chegaram a nossos dias.

Patrus Ananneus

Num alio genere Furiarum declamatores inquietantur, qui clamant: 'Haec vulnera pro libertate publica excepi; hunc oculum pro vobis impendi: date mihi ducem, qui me ducat ad liberos meos, nam succisi poplites membra non sustinent'? Haec ipsa tolerabilia essent, si ad eloquentiam ituris viam facerent.
-- Patrus Annaneus: Familiae crumens

Divulgar conteúdo