
O nome dela é de cantora da MPB. O nome do disco é nome de disco de MPB - um banquinho, um violão e uma bateria em ritmo de cool jazz. A foto capa, então, é dessas mineiras que cantam a saudade da sua cidade pequena dentre as montanhas. Mas é um pouco mais que isso.
Ana Motta é uma cantora acreana, radicada no Rio Grande do Sul. (sim, o Acre existe!) Ainda que forte herdeira da tradição da MPB, soube trazer uma inovação estética bastante própria. Isso se deve a sua história profissional: estudou tuba durante anos, no conservatório de Porto Alegre, malgrado sua baixa estatura. Por volta dos vinte anos, foi tentar ganhar algum dinheiro cantando Chico Buarque e Caetano Veloso com um violão em bares de Porto Alegre. Fazia sucesso com uma voz possante.
Quando abandonou o banquinho-e-um-violão em 2005 para começar tocar suas próprias músicas, e tentou conciliar sua bela voz de cantora com a tuba. O que pareceria uma certa impossibilidade física foi contornada alternando momentos instrumentais com uma poderosa canção a capella. Em 2006, começou parceria com o guitarrista Guilherme Barquinho (esse é o sobrenome dele, mesmo, e, surpreendetemente, ele não virou compositor de bossa nova), adicionando novos elementos para a conjunção musical. O CD Trivial é o resultado dessa parceria, o primeiro CD da dupla.
Faixas do CD Trivial:
- Trivial
- Lantejoulas cinzas
- O triste fim de Francisco Ferdinando
- Vindicações
- Meu Nome é Gal
- Trivialidades
- Metal, metal
- Uma canção no rio Guaiba
- Música que vem do fundo da terra
- Eu vim do Acre
Com exceção de "Meu Nome é Gal", todas as músicas são de composição dela. Vale a pena conferir. Diz ela que está planejando um novo CD, mixado para poder juntar o canto com a tuba. Promete.